Para onde vão os Sentimentos Reprimidos?
Para onde vai nossa dor quando deixamos de dizer o que sentimos?
De Ismael Sobrinho
Nenhum ser humano é capaz de esconder um segredo. Se a boca se cala, falam as pontas dos dedos - Freud.
“Confessem seus pecados uns aos outros e orem...para que possam viver juntos, integrados e curados. Tiago 5, versículo 16.
Doenças as vezes são palavras não ditas, dores não colocadas para fora, traumas escondidos. Não são processados pela vergonha e medo de mostrar o que somos: fracos, limitados, inseguros e por vezes inconstantes. Hoje a ciência nos mostra isso: temos até marcas neuronais destas “dores ocultas”, produzindo doenças.
Jesus nos evangelhos nos provocava sempre isso, algo que chamo de “nomeação da dor”. Falar e colocar para fora é nomear a dor sem medo, confiante na compaixão do Eterno, sem receios de julgamentos ou repreensões.
E fazer como o cego diante da pergunta de Jesus (qual sua dor ou que queres que eu te faça): “e, ouvindo que era Jesus, o Nazareno, pôs-se a clamar: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim! E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele cada vez gritava mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim!
Parou Jesus e disse: Chamai-o. Chamaram, então, o cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta-te, ele te chama.
Perguntou-lhe Jesus: Que queres que eu te faça? Respondeu o cego: Mestre, que eu torne a ver.” Marcos 10, versículos 47 ao 51.
Jesus sabia a dor dele mas fez questão que nomeasse sua angústia. Não deixe que o sentimento de “empoderamento” tão comum em nosso tempo, te impeça de nomear suas dores.
Desejamos um abençoado dia. Fiquem com Deus e até a próxima reflexão.
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